Patrulha Maria da Penha completa um ano e oferece mais segurança a mulheres

Secretaria de Segurança

12 de abril de 2019
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A Patrulha Maria da Penha da Guarda Municipal de Mogi das Cruzes completa um ano neste sábado (13/01), levando mais segurança para mulheres vítimas de violência doméstica. O serviço acompanha atualmente mais de 223 medidas protetivas encaminhadas pela Justiça e já realizou a detenção de 21 pessoas em flagrante.

“Infelizmente, a violência contra a mulher é um problema que existe em nosso país e faz vítimas diariamente. Em Mogi das Cruzes, a Patrulha Maria da Penha foi criada para prestar o atendimento de forma humana a estas mulheres, fazer o acompanhamento do cumprimento das medidas protetivas e oferecer mais segurança para que elas possam seguir suas vidas com mais tranquilidade”, explica o prefeito Marcus Melo.

Lançada em 13 de abril do ano passado, a Patrulha Maria da Penha já realizou quase 5 mil rondas e conta com quatro guardas municipais, que trabalham em duplas formadas por um homem e uma mulher. A operação conta com uma viatura exclusiva para o atendimento às mulheres.

A patrulha oferece acompanhamento preventivo e periódico, para garantir proteção às mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas de urgência expedidas pela Justiça, com base na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006). Os juízes do Fórum de Mogi das Cruzes informam os casos que precisam de apoio da Guarda Municipal, que cumpre os deveres da Patrulha Maria da Penha.

“Eu fui agredida dentro da casa de um parente por um outro familiar. Foram diversas agressões, de diversos tipos, entre socos, tapas e outros objetos que ele utilizou para bater. Toda a ajuda que viesse era bem-vinda e foi muito mais positivo do que eu imaginei. Eles (os guardas da Patrulha Maria da Penha) foram até minha casa, fizeram questionamento sobre o que aconteceu, quem era, qual era o perfil do agressor e tudo mais. E a partir daí, eles continuam a fazer um acompanhamento”, contou uma mulher atendida pela Patrulha Maria da Penha, que não pode ser identificada por questões de segurança.

A Patrulha Maria da Penha também agiu quando a mulher percebeu a presença do agressor nas proximidades do local onde ela estava. Neste caso, ela acionou a equipe para realizar o atendimento. “Quando eu entrei em contato porque o agressor estava rondando o local, eles estavam fazendo ronda intermitente. Praticamente todos os dias você consegue ver a Guarda Municipal onde eu fico”, disse.

Além das equipes da Patrulha Maria da Penha, 100 guardas municipais passaram por um curso ministrado por especialistas e estão capacitados para atuar em casos de violência doméstica e contra a mulher. “Para este ano, está previsto um novo curso de capacitação, para reciclagem profissional e também para formação dos novos guardas municipais recentemente contratados”, afirmou o secretário municipal de Segurança, Paulo Roberto Madureira Sales.

Detenções

Com as rondas para o acompanhamento das medidas protetivas, a Patrulha Maria da Penha já deteve 21 pessoas por desrespeito às determinações judiciais ou por violência. Um dos casos aconteceu em setembro do ano passado, na Vila Cecília, quando o acusado foi flagrado, com sinais de embriaguez, tentado forçar o portão da residência da vítima. Neste caso, a mulher contou que o acusado foi a sua residência tentando reatar um relacionamento e chegou a ameaçá-la.

Em outro caso, acontecido em junho, a vítima entrou em contato com a Patrulha Maria da Penha relatando que o acusado estava em frente a escola onde estuda o filho próximo ao horário de saída, quando ela busca a criança. Os guardas municipais abordaram o homem, que foi conduzido para a Delegacia da Mulher, onde foi elaborado um boletim de ocorrência e determinada sua prisão.

“Este trabalho de aproximação com a vítima de violência, de mapear a rotina, os lugares que ela frequenta, a escola onde os filhos estudam é importante para que a atuação da Patrulha Maria da Penha tenha sucesso e, ao mesmo tempo, para que as mulheres possam sentir confiança nos guardas municipais e ter uma vida normal”, disse a comandante da Guarda Municipal, Thais Nascimento.

No entanto, alguns casos surpreendem os guardas municipais. Como o que aconteceu no início desta semana, quando uma mulher atendida pela Patrulha Maria da Penha foi presa por violência contra a filha, de 2 anos. Os guardas cumpriram um mandado de prisão emitido pela 1ª Vara Criminal de Mogi das Cruzes e encaminhada para a Delegacia de Defesa da Mulher e, posteriormente, para a Cadeia Feminina, em Poá.

Além do acompanhamento constante das medidas protetivas, as mulheres vítimas de violência também têm à disposição um número celular exclusivo para contato com a Patrulha Maria da Penha. Este atendimento acontece 24 horas por dia, ampliando a segurança contra agressores. (Luiz Maritan)